CAMINHOS TORTOS (2/5)

  
JULGAMENTO

Era conveniente demais para mim fingir que nada estava acontecendo; que as coisas não estavam mudando e que eu vivia uma vida boa, apesar de estar longe de onde realmente pertencia. Era um medo implícito de assumir minhas fraquezas. Contudo, chega um momento na vida em que o remorso nos atinge como um tiro. Aquele momento que em nossas mentes desce um telão onde nossos erros são reproduzidos como um filme de terror em alta resolução.

Foi nesse momento que apontei o dedo para eu mesmo e me condenei como pecador, traidor, prostituto, adúltero… Quem eu poderia e queria ser parecia estar tão longe. Talvez eu devesse parar de me julgar e viver o resto dos meus dias tentando ser alguém. Entretanto não suportei a ideia de viver minha vida com o passado tão presente. E então, me perdi de mim.

Onde estava aquele que me apresentou o prazer da vida? Partiu, adormeceu em minha carne. Satisfação não era tudo o que importava? Conheci o pior lado de mim. Descobri-me como o vilão da minha própria história, o meu próprio acusador.

Continua…

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2 responses to “CAMINHOS TORTOS (2/5)

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