INDEPENDÊNCIA E MORTE!

 
“Independência ou morte!”, gritou Dom Pedro I no dia 7 de setembro de 1822, às margens do Rio Ipiranga em São Paulo, quando recebeu a carta da Coroa Portuguesa que exigia seu retorno imediato para Portugal. Aquele grito de negação significou muito, pois a Coroa estava tentando recolonizar o Brasil e a elite brasileira estava na ponta dos pés com mãos estendidas, tentando alcançar a sua autonomia política para ficar livre dos altos impostos e do desgaste do sistema de controle econômico que a Coroa Portuguesa inpunhava. “Voltar” seria o mesmo que dizer: “Faça o que quiser com esse país”. D. Pedro não voltou. Ele já tinha dito não na primeita tentativa da Coroa de levá-lo de volta (esse dia que ficou conhecido como o Dia do Fico). E agora, no ultimato da Coroa Portuguesa, novamente ele negou dando o seu brado. E se ele tivesse voltado, qual independência estaríamos comemorando hoje? Outra questão semelhante: e se Cristo tivesse negado se sacrificar por nós, qual salvação teríamos alcançado? A resposta é a mesma; nenhuma independência, nenhuma salvação.

De olhos semi-cerrados para toda a corrupção que nos assola atualmente, é possível comparar o dia em que D. Pedro I bradou a independência do Brasil com aquela sexta-feira em que Cristo deu o seu brado, reivindicando a nossa liberdade. O Brasil sob o domínio da colônia portuguesa e nós, sob o domínio do pecado (sem discriminação, apenas um comparativo). O grito de Cristo significou para nós muito mais do que o grito de D. Pedro para o Brasil. A liberdade política foi atingida nacionalmente, mas a graça de Jesus cobriu a humanidade inteira, (Rm 5:15), até a vida do próprio D. Pedro.

Quão escuro de guerra o céu do 7 de setembro estava. Mais escuro estava o da crucificação, quando Jesus, pendurado no madeiro, morreu pelo que acreditava. E é justamente nesse ponto que a comparação termina, pois D. Pedro I não morreu pelo Brasil, mas Cristo sim; e não apenas pelo Brasil, mas por todos os povos e nações. Neste fato consiste a nossa eterna esperança: Jesus, o Cristo, ressuscitou de sua morte, provando incontestavelmente que é filho do Deus vivo ao aparecer para os seus discípulos em vida. Aquele que uma vez foi imperador do Brasil se decompôs há muito; Cristo vive para sempre! Não como figura de linguagem, mas como um fato. D. Pedro I teve que pagar uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas; Cristo pagou nossa dívida com sangue, alto preço. O que mais comparar? Não importa. Pedro ficaria atrás sempre, se fosse uma disputa.

Agora abrindo os olhos que fechamos no segundo parágrafo, a independência alcançada pelo imperador nos concedeu a autonomia política que, atualmente, tem sido mal usada pelos que deveriam cuidar do nosso país. Por conta disso, o Brasil está em sextagésimo nono (69*) lugar entre os 175 países no ranking de corrupção do Índice de Percepção de Corrupção (IPC), divulgado pela Transparência Internacional em dezembro do ano passado. Nisso concordamos com mil e um argumentos. Entretanto, não queremos assumir que nós somos os políticos corruptos na vida espiritual. Quantas não foram as vezes em que abusei da graca que Jesus me concedeu na cruz para dar brecha ao pecado? E contra isso, a palavra de Deus nos diz:

” Vamos pecar porque não estamos debaixo da lei, mas da graça? De maneira nenhuma!” (Romanos 6:15)

“Portanto, não permitam que o pecado continue dominando o seus corpos mortais, fazendo com que vocês obedeçam o seus desejos.” (Romanos 6:12)

Somos ávidos ao apontar os nossos indicadores contra a corrupção no nosso país, mas mal sabemos que Deus está com o seus olhos a observar a corrupção que praticamos em nossos corações. Talvez seja esse outro motivo pelo qual sua palavra diz para orar pelas autoridades que governam o nosso território, (1 Tm 2:1-4).

Que neste dia possamos recordar não só o brado que Dom Pedro I deu às margens do Ipiranga como também o de Cristo, que ecoa mais forte todos os dias, e lutar contra toda forma de corrupção no nosso país e dentro dos nossos corações!

Fiquem com Deus!

*As informações deste post foram tiradas dos seguintes sites:

História do Brasil;

Transparência Internacional
*A imagem desta postagem não pertence ao blog.

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